quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Por que você não foi selecionado para aquela vaga?

 
 
Eu já ouvi esta frase algumas centenas de vezes ao longo da minha vida e com frequência paro para refletir sobre os motivos e, geralmente, o que percebo são possíveis "gargalos" ou consequências de uma série de motivos. A verdade é que escolher alguém para fazer parte de uma equipe não é tarefa fácil. "Ter perfil" para trabalhar em uma empresa vai muito além de um currículo. Ou você realmente acredita que todos nós conseguiríamos trabalhar em empresas como o google, AMBEV e Banco Santander? 


Para o preenchimento de uma vaga há uma série de fatores. O comportamento, as características pessoais, a afinidade com a cultura organizacional, o cenário atual, os interesses políticos e tantos outros aspectos muitas vezes não explícitos, mas relevantes para a tomada de decisão. Já vi pessoas não serem contratadas por N motivos e sempre que tive a oportunidade de compreender as razões, recebi as seguintes justificativas dos gestores responsáveis pela vaga:


"Não tem nada a ver com a nossa empresa"
"Ela está numa fase mais família, quer ter filhos e eu preciso de alguém mais disponível" 
"Senti que ele não aguenta pressão, embora tenha tentado me convencer do contrário"
"Ela não está disponível full time e para a vaga é um pre-requisito" 
"Ela é muito baladeira e eu preciso de alguém mais tranquila"
"Ele é muito dinâmico e tem muita energia… em 3 meses de empresa vai desmotivar, porque aqui as coisas demoram para acontecer."
"Ela é muito prolixa. Enrola demais. Não tenho paciência! Preciso de alguém mais direto". 
"Ele é um "trator", mas eu já tenho um desses aqui. O que preciso para equilibrar a equipe é de alguém mais tranquilo e disposto a fortalecer os relacionamentos". 
"Ela é amiga do fulano e isso pode comprometer o fluxo de algumas informações". 
"Preciso de alguém mais "seco" e sem sorriso no rosto. Não quero uma miss simpatia. A vaga exige alguém mais agressivo. Do contrário, no primeiro grito do cliente ela desmonta"
"muito formal, cheia de cerimônias, não tem nada a ver com a nossa cultura" 
"muito informal, não respeita hierarquia. Aqui somos conservadores e valorizamos uma postura mais séria".
"muito jovem e indecisa sobre a carreira. Preciso e alguém mais resolvido". 
"Fala demais. É muita "dada". Preciso de alguém mais discreto". 
"É muita tímida e vai ter dificuldades de se relacionar com os nossos clientes. Preciso de alguém mais comunicativa". 

Observe que o que para uma vaga é o melhor cenário, para outra é um "tiro no pé". Algumas vezes profissionais com perfil comportamental alto e baixo potencial técnico são mais valorizados e o mesmo vale para o contrário. Seja como for, é preciso estar preparado - tecnicamente, comportamentalmente e emocionalmente para participar de um processo seletivo. Então, aí vão algumas dicas: 


Busque aperfeiçoamento

Faça cursos, MBA, especialização, invista em idiomas, participe de webinários, leia sobre assuntos diversos, enfim, busque aprimorar suas competências a partir de conhecimentos técnicos e teóricos. Não se acomode com apenas uma graduação. Atualmente, este não é mais um diferencial, mas um pré-requisito. Se concluiu o curso superior, já passou da hora de avaliar os próximos passos. Por isso é tão importante ter bem definido um plano de carreira. A partir desse importante passo você poderá conduzir todas as suas ações e investir nas habilidades necessárias. 


Conheça a empresa 
Não basta entrar no site da empresa e conhecer os valores, missão e visão. É preciso investigar e saber como é trabalhar na empresa, avaliando principalmente se o seu perfil se encaixa a ela. É importante que você compreenda o que é ideal para você, do contrário, nenhuma das suas habilidades serão úteis. Já imaginou se você é uma pessoa altamente criativa, inovada e dinâmica e aceita trabalhar em um local cujas funções são completamente operacionais e engessadas? é preciso ter compatibilidade com a empresa e suas expectativas. Do contrário você pode até ser contratado, mas prepare-se para a "síndrome do fantástico". Uma dica para você conhecer a empresa onde pretende trabalhar é acessar o site Love Mondays ou o LinkedIn. Essas duas plataformas trazem referências e comendações valiosas. Tenha cuidado com o que deseja. As vezes você quer tanto uma vaga e não se preocupe com detalhes importantes. O melhor, antes de morrer de remorsos ou tédio, é saber se é isso realmente que você deseja. Muitas pessoas são tendenciosas a avaliar apenas o salário e esquecem-se que satisfação pessoal e profissional estão muito além de cifrões. 


Prepara-se para a entrevista; 
Há pessoas que chegam na entrevista totalmente despreparadas e não sabem se "vender". Um erro, clássico, é quando o recrutador pede que fale um pouco de sua experiência e o indivíduo solta a seguinte pérola: "Faço de tudo um pouco". Oi?! como assim? Ter uma atuação generalista durante toda a carreira não significa que você não tido uma sólida vivência. Seja mais objetivo e pontual. Apresente, nesse momento, exemplos de sua atuação e de como construiu sua carreira. Nesse momento você está vendendo o melhor produto que poderia vender: VOCÊ. Seja seguro, sem ser arrogante e apresente o seu diferencial. Afinal, por que você acha que a vaga tem que ser sua? Porque você é a melhor opção é a pior resposta. Nesse momento é importante ter a capacidade de síntese, percepção, autoanálise, bom vocabulário e noção do que fez e melhor ainda, do que pode fazer. Nessa hora é preciso ter brilho no olho. 


Evite Clichês: 
"Estou em busca e novos desafios"! 
Dá para imaginar quantas vezes por dia um recrutador ouve essa frase? Se este for o único motivo pelo qual você deseja a vaga, saiba que não há diferencial algum entre você e centenas de outras pessoas. Nessa hora é preciso ser pontual e apresentar motivos convincentes. Frases repetitivas não são bem vistas. Por isso, mais uma vez: é preciso ter um plano de carreira e saber o que deseja. 


Não subestime os outros candidatos: 
Cuidado com a prepotência. Não é porque você morou fora e fala dois idiomas que a vaga será sua. Conheço pessoas que o lugar mais longe que já conhecem está a 100 km de distância da sua residência e desbancaram muitos currículos internacionais. É claro que a experiência em outro País, o domínio de outros idiomas e um MBA serão um diferencial, mas lembre-se que nem sempre é isto que a vaga exige. Em muitas situações um profissional que sabe trabalhar em equipe será muito mais valorizado do que o título de Doutor daquele candidato sem qualquer habilidade com pessoas. 


Seja natural 
Tem candidato que puxa o saco até da copeira que serve o café e esquece de ser natural durante a entrevista, esbanjando sorrisos e simpatia. Minha sugestão: Seja você mesmo e evite "forçar" a amizade. A esta altura do campeonato a empresa já investigou o seu perfil nas redes sociais. 


Cuide da sua imagem: 
Não adianta vender sorrisos e simpatia na entrevista e nas redes sociais mostrar o contrário. Atualmente é impossível não vincularmos nossa imagem às redes sociais. Tenha cuidado com suas postagens, fotos, comentários, vídeos e toda e qualquer tipo de exposição. Uma dica é revisar, com certa frequência, suas redes sociais e avaliar se realmente suas postagens contribuem para uma imagem positiva. Costumo fazer o seguinte exercício a partir de uma lista de pessoas que admiro e sigo: Antes de postar uma foto me pergunto: Fulana postaria essa foto? De vez em quando isso não funciona e cometo algumas gafes. (risos)




Por que devemos contrata-lo? 
Adoro essa pergunta! 
Saiba que esta resposta deve estar na ponta da sua língua. Dá para imaginar os motivos que levariam um gestor a contratar uma pessoa que não sabe o que está fazendo ali? Como um gestor poderá contar, a curto, médio e longo prazo com alguém que não sabe o que quer e por que deve estar na empresa? Nesse momento seja seguro, fale de sua experiência e como pode contribuir para a empresa. Fale de suas características pessoais, suas aspirações e seus pontos fortes. Se for uma vaga para estágio e você não tenha muita experiência, foque na sua capacidade de inovar e contribuir com a empresa. Seja entusiasta e demonstre seu interesse em aprender coisas novas, adquirir conhecimento e contribuir para os resultados da empresa. 

Não desanime 

Se apesar de ter feito "todo o dever de casa" e possuir todas as habilidades necessárias você não tenha sido selecionado, não desanime. É muito provável que apesar do seu potencial não seja essa a necessidade da vaga. As vezes, a vaga é para carimbar papel e você por ser muito dinâmico morreria de tédio ou a vaga é para trabalhar com um gestor que inspirou a atriz Meryl Streep no filme do O Diabo veste Prada e você não tem o "sangue de barata" desejável para ocupar o cargo. Avaliando friamente a situação, aquilo que parece falta de sorte ou preparo num primeiro momento, pode ser na verdade um livramento.

Uma coisa é certa, se você se capacitou, e tem plena consciência do seu potencial, mais dia menos dia a sua hora chegará. 


Um abraço, 


Simara Rodrigues


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Escritório do desapego


Se tem uma coisa que aprendi logo que ingressei no mundo corporativo é que tudo é efêmero, o que inclui a nossa permanência nas empresas. Portanto, a melhor forma de trabalhar, e bons gestores sabem disso, é institucionalizar todos os processos e trabalhar o desapego. O que isso significa? Significa que no mundo corporativo nada é meu, ou seja, todas as ferramentas que a empresa me oferece para desempenhar o meu trabalho não são minhas, mas da empresa, e isso inclui "meu" computador, "meu" telefone, "minha" mesa, "meus" materiais de trabalho, "minhas" pastas de trabalho e "meu" e-mail corporativo. 


Outro dia enviei um e-mail - corporativo - para a colaboradora de uma empresa, solicitando algumas informações com prazo exíguo e recebi a mensagem automática de ausência: "Estarei em férias no período de 09/01 a 09/02/2016". Imediatamente pensei comigo: Ótimo para ela, mas terei que esperar por 30 dias para resolver um assunto? Não há substituto nesse período? 

Vivemos um cenário tão dinâmico que hoje trabalhamos na empresa X e amanhã podemos estar na empresa Y. Ao contrário de nossos pais que ingressavam numa empresa e tinham orgulho de apresentar a carteira de trabalho com um único empregador ao longo de sua carreira, hoje, tudo é muito mais dinâmico, seja porque as empresas mudam ou porque nós mudamos. 

Portanto, minha dica para quem está ingressando no mercado de trabalho é: Aprenda a separar as relações e compreenda que seu emprego não é eterno. Um dia, por algum motivo, você não estará mais no mesmo lugar. 

Vejas alguns cuidados que devemos tomar:

Email corporativo x e-mail pessoal - Assuntos pessoais devem ser tratados exclusivamente em seu e-mail pessoal - O que inclui envio de currículo e assuntos de toda natureza pessoal. Já imaginou o transtorno você utilizar seu e-mail corporativo para tratar de assuntos pessoais de extrema importância? Portanto cadastro de milhagens, programas, banco, comprovantes e etc. devem estar no seu e-mail pessoal. 

Endereço corporativo deve ser exclusivamente para tratar de assuntos Institucionais. Pelo mesmo motivo dos e-mails. Além disso, não pega nada bem a empresa ter um funcionário como, por exemplo, um mensageiro para servir às suas demandas pessoais. Lembre-se ele foi contratado para prestar serviço à empresa e não a você. Se for fazer qualquer encomenda pessoal use seu CEP residencial. 

Fotos - Nunca salve suas fotos pessoais no computador corporativo. Geralmente as empresas, ao desligarem seus colaboradores, por questão de segurança da informação, bloqueiam a máquina tão logo o colaborar receba a informação de seu desligamento. Portanto, evite o desgaste de ter que solicitar à TI cópia de dados pessoais. Hoje ferramentas como google drive dispensam esse tipo de constrangimento. Um exemplo clássico é deixar cópia do Imposto de Renda no computador do trabalho. 

Documentos pessoais - "Antigamente" as pessoas tinham o hábito de deixar no ambiente de trabalho praticamente a vida - contas pessoais, documentos e pertences. Imagine o desgaste de ter que "fazer a mudança" quando você for desligado ou pedir demissão. 

Itens pessoais - Tive uma colega que um dos armários da empresa era exclusivamente para guardar seus sapatos. Dá para imaginar esse comportamento no mundo contemporâneo, onde a tendência é cada vez mais impessoal, com o uso de mesas flexíveis, em que as equipes possam escolher a melhor forma de trabalho de acordo com as demandas de cada projeto? 

Informações corporativas - Documentos corporativos precisam estar compartilhados com os interessados. Nada de centralizar documentos e informações em seu HD. Já pensou o transtorno que será se o disco rígido do seu computador danificar?

Em tempos tão transitórios, o melhor a fazer é ter uma mesa limpinha, no padrão "clean desk", afinal, se o mundo está mudando, nós também precisamos mudar. 

#prapensar


Alguns modelos de escritórios contemporâneos adotados por renomadas empresas. 







Networking: diga-me com quem andas, e te direi quem és



Melhor do que ler um texto eleito pelo tema que te atrai, é quando ele é escrito por duas Secretárias Executivas que você admira. 

Leitura leve, gostosa e reflexiva....assim defino os estilo dessas duas profissionais. 





Networking: diga-me com quem andas, e te direi quem és.
Como você anda tratando este assunto? Cora Fernanda e Marcela Brito, trouxeram a experiência do secretariado executivo para tratar deste assunto, tão comportamental e polêmico.


Te pergunto: Você está preparado para fazer Networking? Sabe exatamente como fazer esta palavrinha acontecer?
Meu artigo para iniciar o ano, vai tratar exatamente disto: relacionamento e Networking.

Sugiro neste momento reflexão profunda sobre o que você pensa sobre esta habilidade. Sim, é uma habilidade e vou lhe afirmar o porquê, no decorrer deste texto. Não são todas as pessoas que a tem, e nem tampouco, sabem o fazer. Utilidade pública este artigo, hein!! Multipliquem esta informação, para aqueles que precisam fortalecer este comportamento.

Bom, eu inicio provocando um questionamento: o que é fazer networking conforme seu entendimento: entregar cartões? Maratona de cartões? Mandar fazer mais cartões? Cartões são folders? Nenhuma destas, ou todas estas opções?

Identificou-se? Se sim, Pare de ler este texto por favor!

Se não se identificou, siga até a casa 2.

A palavra e sua etimologia nos ajuda a seguir em frente neste jogo de cartas não marcadas, e, logo, buscamos o significado original sobre relacionamento: capacidade de manter relacionamentos, de conviver bem com seus semelhantes.

Vejo categoricamente, networking nesta definição de dicionário, ou seja, somos capazes de conviver bem com nossos semelhantes, ou, este semelhante ne-ces-sa-ria-men-te deve nos oferecer alguma oportunidade. Se você falou oportunidade, não estamos descrevendo networking e sim, oportunismo.

Achando-me concisa e ácida? Sim, pois acredito que muitas pessoas estão fazendo do networking uma prática de contraprestação, e nada mais é que, estabelecer uma conexão. E o que acontece quando uma conexão se rompe? Vamos reconstruí-la, reconectá-la, e isto Mon Cher, é fazer com eficiência, aquilo que não precisa ser feito.

Trabalho de formiga, formação de um muro com muitos tijolinhos, preparação emocional e aptidão social. Sendo lúdica ou não, vamos conceber o que e quais são as características de um networking sadio e frutífero:

Max Gehringer define: networking é "uma questão de paciência e não urgência", ou seja, não é apropriado conhecer uma pessoa e imediatamente entregar o seu currículo. Ponto de partida, teoria do vasinho de orquídea. Segundo a biologia, não há forma correta quanto a rega destas flores. Elas podem secar em um só dia, ou demorar até 15 para secar a rega mais atual. Logo, seus contatos devem obedecer a um critério de abordagem, sem assuntos específicos nem pedidos sem relação. Hoje em dia, as redes sociais favorecem este conceito, pois uma mensagem, faz a manutenção deste, sem necessidade de uma aproximação mais contundente, e por vezes, sem objetivos. Networking não necessariamente está ligado à falta de emprego, mas manter uma comunicação viva.

Cultivando conexões genuínas, dificilmente haverá problema de relacionamento futuro. Para mim isso significa olhar contatos como complementos e não, propulsores. Hoje, falamos muito em mentoria, e, com isso, buscamos norte aos nossos objetivos. Esses mentores, nos conduzem a um caminho mais produtivo, pois eles conseguem perceber quem quer união, e quem quer ascensão. Não tiro aqui esta palavra do nosso jogo, mas ela deve ser manipulada de outra forma, mais singela. Veja seus contatos como o próprio nome diz, como uma grande teia, rede, de forma que você seja um centro emissor de boas coisas a todos. Os demais, e a multiplicação disto, virão naturalmente.

Vendo eventos como possibilidades: aqui para mim é pontual: Não mire palestrantes e mentores somente, veja ao seu lado todos os talentos ali inerentes, aproxime-se, olhe, e mais relevante, a meu ver: olhe nos olhos, preste atenção, dê atenção. As pessoas quando falam se sentem mais a vontade, e por poucos assuntos abordados, você poderá traçar um perfil daquele, e estudar as afinidades e parcerias, por exemplo. Entenda aqui, quando seu Networking é bem estudado, você chega naturalmente ao ouvidos das pessoas. Torna-se natural.

Cuidado!!!!! Estes personagens existem e estão à solta: não recue por estas perguntas, pois elas são as provas do que falei no inicio: Se a pessoa, ao invés de se aproximar, já quer inicialmente saber de onde e quem você atende, atente-se aos sinais dos tempos: Ali tem um vampiro.... Sugará, sugará, sugará, depois encontra uma janela e vai embora. Pronto! Você pode se achar uma pessoa sem aptidão social. Não! Lembre-se que habilidade pode ser desenvolvida com prática e dedicação. Por isto, continue olhando para os demais como tijolinhos daquela construção, pessoas que estudam, que façam diferença, que estejam engajadas. Network não é pousar para fotos... Não é revista Caras, ok?

Esse assunto é extenso e comportamental demais. E hoje, além de expor o que penso, trouxe uma amiga que, após uma breve conversa via facebook, me sugeriu brilhantemente: “Vamos escrever sobre networking?”. Não titubeei, aceitei, e a chamei para suas conclusões acerca deste verbo tão importante no mundo: relacionar-se.

Marcela Brito, é contigo!!!

Querida Cora, é sempre uma alegria poder falar sobre networking. É a oportunidade perfeita para lançar um olhar sobre o tema a partir da perspectiva da doação desinteressada. Com tudo o que foi exposto pela Cora, desde o conceito de networking encontrado em dicionários até a confusão que as pessoas tem feito no uso deste termo, deve-se destacar que a base do networking, e ressaltando a fala da Cora, é o relacionamento.

Em 2015, participei de uma conferência sobre Gestão em Secretariado na cidade de São Paulo e, em uma das oficinas, a palestrante afirmou que todo mundo se relaciona por interesse. A declaração dela gerou um burburinho na sala, mas ela logo explicou: quando buscamos conhecer alguém temos, sim, interesse em conseguirmos algo. Pode ser um novo amigo, ou podemos estar procurando uma informação, uma parceria, conhecer uma área de interesse diferente da nossa, enfim, as possibilidades são muitas. Mas a diferença está em como baseamos esta relação de troca.

Networking tem sido usado e aplicado apenas em benefício próprio pelas pessoas, a fim de conquistarem vagas de emprego, melhores posições na empresa onde trabalham e saírem em vantagem em relação a outros colegas em assuntos corporativos. Mas como Cora mencionou, esse tipo de conduta é um “vampirismo corporativo” ou, em outras palavras, a famigerada prática da “puxação de saco”. Empresas e profissionais tem estado mais atentos para essa prática, portanto, se você alguma vez pensou em agir dessa forma, esqueça! Você será prejudicado e a emenda pode sair pior do que o soneto.

A prática do networking não precisa ser usada apenas no âmbito profissional, pois com quantas pessoas do seu círculo pessoal você pode contar em caso de necessidade, em virtude do nível de bom relacionamento ou amizade que você mantém com essa pessoa? Ou, se hoje você precisasse de um conselho de um amigo, uma orientação sincera sobre um assunto pessoal, com quem você poderia falar?

O sucesso de fazer networking está, primeiramente, em gostar de lidar com gente. Isso mesmo! O segredo é gostar de pessoas. Pessoas que agem apenas por interesse em benefício próprio sem pensar no que elas mesmas poderiam contribuir para as pessoas com as quais interagem não tem mais espaço nesse novo modelo de sociedade que se apresenta. É preciso querer doar antes de pensar em receber algo em troca. É se aproximar das pessoas com interesse na essência delas e não no que elas possuem.

Você pode se conectar de fato com as pessoas numa fila de banco, de supermercado, ou no tumultuado transporte público no caminho para o trabalho ou de volta para casa. Você nem sabe se aquele primeiro contato renderá um relacionamento mais sólido, mas você precisa se comprometer em doar o seu melhor para aquela pessoa. Falar as palavras certas pode ajudar alguém que está confuso ou deprimido, pode incentivar alguém a investir em um sonho ou pode, apenas pelo fato de dar atenção ao outro, mostrar que ainda vale a pena lutar pela vida, em todas as suas formas e de todas as maneiras.

O que estamos tratando aqui é muito mais profundo do que relacionamento, isso é mais sério do que oferta de benefícios ou troca de experiências. Estamos falando sobre como transformar a vida de outras pessoas por meio do real interesse nelas, pela essência delas, pela forma de cuidar delas, pela atenção que se dá a elas. E quanto mais anônimos são os nossos contatos, mais prósperos eles tendem a ser.

Outro segredo sobre networking é apostar e investir em relacionamentos com pessoas que, aparentemente, não possuem bens materiais nem grandes vantagens e benefícios que possam ser convertidos imediatamente em resultados para quem está se relacionando. Geralmente, essas conexões são as mais frutíferas, uma vez que a relação a ser construída a partir dessa interação tende a ser transparente e totalmente desinteressada. Dessas conexões podem nascer belas amizades e relações de lealdade que crescem e se consolidam conforme o tempo passa.

Portanto, quando você pensar em networking, pense no que você pode fazer pelo outro em primeiro lugar e não mais no que o outro pode fazer por você. Esta é uma mudança de mindset que pode fazer toda a diferença na qualidade de seus relacionamentos daqui para frente.

Boa sorte e boas conexões!

Fonte: 

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/networking-diga-me-com-quem-andas-e-te-direi-quem-es/101665/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A indústria 4.0

A partir da minha participação em alguns eventos acabo buscando mais informações sobre determinados assuntos. Eis aí um motivo para a importância da participação em feiras, congressos, seminários e eventos: Estar em constante atualização. 


Um tema que vem sendo amplamente discutido no mundo corporativo é a indústria 4.0 e como tais mudanças impactarão em diversos setores do mercado de trabalho, o que exigirá adaptações dos profissionais, visto que com processos cada vez mais automatizados e robustos novas demandas surgirão, enquanto algumas deixarão de existir. 

A Indústria 4.0 engloba as principais inovações tecnológicas nos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. 

E o que isso tem a ver com a profissão de Secretariado? Mais uma vez, será necessário uma mudança de olhar e de comportamento. A questão é: estamos preparados? estamos conscientes?

O artigo abaixo me remeteu ao filme minority report, mas pelo visto é o que vem por aí!


Em 1998, a Kodak tinha 170.000 funcionários e vendeu 85% de todo o papel fotográfico vendido no mundo. No curso de poucos anos, o modelo de negócios dela desapareceu e eles abriram falência. O que aconteceu com a Kodak vai acontecer com um monte de indústrias nos próximos 10 anos – e a maioria das pessoas não enxerga isso chegando. Você poderia imaginar em 1998 que 3 anos mais tarde você nunca mais iria registrar fotos em filme de papel?

No entanto, as câmeras digitais foram inventadas em 1975. As primeiras só tinham 10.000 pixels, mas seguiram a Lei de Moore. Assim como acontece com todas as tecnologias exponenciais, elas foram decepcionantes durante um longo tempo, até se tornarem imensamente superiores e dominantes em uns poucos anos. O mesmo acontecerá agora com a inteligência artificial, saúde, veículos autônomos e elétricos, com a educação, impressão em 3D, agricultura e empregos.

Bem-vindo à quarta Revolução Industrial!

O software irá destroçar a maioria das atividades tradicionais nos próximos 5-10 anos. 

O UBER é apenas uma ferramenta de software, eles não são proprietários de carros e são agora a maior companhia de táxis do mundo. A AIRBNB é a maior companhia hoteleira do mundo, embora eles não sejam proprietários.

Inteligência Artificial: Computadores estão se tornando exponencialmente melhores no entendimento do mundo. Neste ano, um computador derrotou o melhor jogador de GO do mundo, 10 anos antes do previsto. Nos Estados Unidos, advogados jovens já não conseguem empregos. Com o WATSON, da IBM, Você pode conseguir aconselhamento legal (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos. Haverá 90% menos advogados no futuro, apenas especialistas permanecerão.

O FACEBOOK incorpora agora um software de reconhecimento de padrões que pode reconhecer faces melhor que os humanos. Em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes que os humanos.

Veículos autônomos: em 2018 os primeiros veículos dirigidos automaticamente aparecerão ao público. Ao redor de 2020, a indústria automobilística começará a ser demolida. Você não desejará mais possuir um automóvel. 

Nossos filhos jamais necessitarão de uma carteira de habilitação ou serão donos de um carro. Isso mudará as cidades, pois necessitaremos 90-95% menos carros para isso. Poderemos transformar áreas de estacionamento em parques. 

Cerca de 1.200.000 pessoas morrem a cada ano em acidentes automobilísticos em todo o mundo. Temos agora um acidente a cada 100.000 km, mas com veículos auto-dirigidos isto cairá para um acidente a cada 10.000.000 de km. Isso salvará mais de 1.000.000 de vidas a cada ano.

A maioria das empresas de carros poderão falir. Companhias tradicionais de carros adotam a tática evolucionária e constroem carros melhores, enquanto as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária e construirão um computador sobre rodas. Eu falei com um monte de engenheiros da Volkswagen e da Audi: eles estão completamente aterrorizados com a TESLA.

Companhias seguradores terão problemas enormes porque, sem acidentes, o seguro se tornará 100 vezes mais barato. O modelo dos negócios de seguros de automóveis deles desaparecerá.

Os negócios imobiliários mudarão. Pelo fato de poderem trabalhar enquanto se deslocam, as pessoas vão se mudar para mais longe para viver em uma vizinhança mais bonita.

Carros elétricos se tornarão dominantes até 2020. As cidades serão menos ruidosas porque todos os carros rodarão eletricamente. A eletricidade se tornará incrivelmente barata e limpa: a energia solar tem estado em uma curva exponencial por 30 anos, mas somente agora V. pode sentir o impacto. No ano passado, foram montadas mais instalações solares que fósseis. O preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão atividades ao redor de 2025.

Impressão 3D: o preço da impressora 3D mais barata caiu de US$ 18.000 para US$ 400 em 10 anos. Neste mesmo intervalo, tornou-se 100 vezes mais rápida. Todas as maiores fábricas de sapatos começaram a imprimir sapatos 3D. Peças de reposição para aviões já são impressas em 3D em aeroportos remotos. A Estação Espacial tem agora uma impressora 3D que elimina a necessidade de se ter um monte de peças de reposição como era necessário anteriormente. No final deste ano, os novos smartphones terão capacidade de escanear em 3D. Você poderá então escanear o seu pé e imprimir sapatos perfeitos em sua casa. Na China, já imprimiram em 3D todo um edifício completo de escritórios de 6 andares. Lá por 2027, 10% de tudo que for produzido será impresso em 3D.

Oportunidades de negócios: Se você pensa em um nicho no qual gostaria de entrar, pergunte a si mesmo:

“SERÁ QUE TEREMOS ISSO NO FUTURO?” e, se a resposta for SIM, como você poderá fazer isso acontecer mais cedo? Se não funcionar com o seu telefone, ESQUEÇA a ideia. E qualquer ideia projetada para o sucesso no século 20 estará fadada a falhar no século 21.

Trabalho: 70-80% dos empregos desaparecerão nos próximos 20 anos. Haverá uma porção de novos empregos, mas não está claro se haverá suficientes empregos novos em tempo tão exíguo.

Existe um aplicativo chamado “moodies” (estados de humor) que já é capaz de dizer em que estado de humor Você está. Até 2020 haverá aplicativos que podem saber se Você está mentindo pelas suas expressões faciais. Imagine um debate político onde estiverem mostrando quando as pessoas estão dizendo a verdade e quando não estão.

Educação: os smartphones mais baratos já estão custando US$ 10,00 na África e na Ásia. Até 2020, 70% de todos os humanos terão um smartphone. Isso significa que cada um tem o mesmo acesso a educação de classe mundial.

#prapensar

Fonte:




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vem aí o Congresso Internacional de Secretariado – COINS






Pessoal vem aí o maior evento de Secretariado do País. O Congresso Internacional de Secretariado – COINS está em sua 4ª edição e não tenho dúvidas que sucesso dos nos anteriores será repetido nesta edição.

O evento está previsto para acontecer nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2017 no Maksoud Plaza Hotel em São Paulo.

Sabe aquele gostinho de quero mais quando algo acaba e você já se programa para o próximo? É assim que deixamos o COINS todos os biênios.

E esse ano terá um sabor muito especial para mim. Estarei entre os facilitadores, apresentando o tema “Empreendedorismo Secretarial”. Para mim, não só uma grande alegria, mas uma honra estar entre profissionais tão renomados da área e que contribuíram e contribuem para o meu crescimento desde que escolhi ser Secretária Executiva. É simplesmente maravilhoso perceber que nosso engajamento e dedicação é transformador e realizador.

Entre os facilitadores estarão as queridas amigas e parceiras Bete D’Elia, Emili Santos, Isabel Cristina Baptista, Nayara Bermudez , Marcela Brito e Rosimere Sabino, abordando temas interessantíssimos, o que ratifica a importância do Congresso para a atuação na área Secretarial.

Acesse o site, conheça a programação e não deixe de participar, porque o próximo evento só acontecerá em 2019.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Reinventar é preciso sempre



Todos sabemos que inovação é o que move o mundo, os negócios e as nossas escolhas. Não há como negar que vivemos um cenário que exige dia após dia maiores e melhores competências - técnicas e comportamentais. Aquilo que fazíamos muito bem há alguns anos, talvez não seja o suficiente para continuar competindo. O mesmo fenômeno acontece com a profissão de Secretariado, que há décadas vem se reinventando e se adaptando ao mundo contemporâneo. 

Lembro-me que quando criança - deveria ter uns 13 anos - minha mãe me matriculou no curso de datilografia. Naquela época, a capacidade de datilografar dezenas de toques por minuto era um diferencial para atuar no mercado de trabalho. Aprender a datilografar foi importante, pois logo que comecei a trabalhar utilizando computadores, anos depois, me destaquei na velocidade para redação de atas e documentos oficiais. modéstia à parte, me considero uma eximia digitadora. 

Perceba, entretanto, que a habilidade de datilografar precisou acompanhar a evolução e exigiu mudança de comportamento. Essa mudança exponencial está em curso e nós somos parte dela. Tudo, o tempo todo, está em movimento e se transformando e você vai percebendo que as novas perspectivas pedem um novo olhar, uma nova forma de pensar e atuar e sobretudo um novo entendimento sobre o nosso papel nesse complexo sistema. 

É muito provável que a grande causa para os desafios que se repetem em nossas vidas seja por continuarmos usando antigas “ferramentas” que não funcionam mais no modelo atual, parafraseando Buckminster Fuller "Você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Para mudar algo é preciso construir um novo modelo que tornará o modelo atual obsoleto”.

Por isso, é importante adaptar-se às novas realidades e aos novos formatos, do contrário você estará fadado ao fracasso, a exemplo de grandes players, como os descritos no artigo abaixo. Quem diria, por exemplo, que a Blockbuster iria quebrar? Perceba como a forma engessada e conservadora de pensar pode ser um "tiro no pé". 


7 empresas gigantes que faliram nos últimos anos:

Blockbuster

Esse é um dos casos mais famosos das últimas décadas. Quem não tem memórias de ir até uma “locadora” para alugar alguns filmes? Bom. Essa era já morreu e levou a maior franquia desse segmento junto com ela.


A Blockbuster era uma companhia gigante e com uma grande clientela fiel. E mesmo assim, morreu em pouquíssimos anos, quase de maneira surreal. As pessoas deixaram de alugar DVDs para assistir através de serviço de streaming em demanda, como Netflix e o Net Now. Para piorar: a companhia pode comprar a Netflix em 2000 e não comprou. Tudo bem, na época a Netflix era só um serviço de DELIVERY de DVD. A empresa faliu em 2013.
Kodak

Outra história famosíssima de marca super popular, reconhecida, praticamente sinônimo de seu setor e que faliu por falta de inovação. Na década de 1970, a Kodak chegou a ser dona de 80% da venda das câmeras e de 90% de filmes fotográficos. E na mesma década, ela mesmo inventou o que ia falir a empresa: a câmera digital.


Só que, prevendo que câmera digital iria prejudicar a venda de filmes, eles engavetaram a tecnologia. Duas décadas depois, as câmeras digitais apareceram com força e quebraram a Kodak. Ela até tentou sobreviver, lançou câmeras digitais, mas seu nome não era mais sinônimo de fotografia. Faliu em 2012 e acabou com uma marca famosíssima.
Yahoo!

Em 2005 o Yahoo! era o maior portal de internet do mundo e chegou a valer US$ 125 bilhões. Pouco mais de 10 anos depois, a companhia acaba de ser vendida por um preço modestíssimo para a Verizon, apenas por US$ 4,8 bilhões. Uma fração dos US$ 44,6 bilhões oferecidos pela Microsoft em 2008, quando a empresa já estava em crise.

O que deu errado? O posicionamento da companhia e a falta de inovação. Ela poderia ser o maior portal de pesquisa da internet, mas decidiram ser um portal de mídia. Foi por isso que não compraram o Google e não conseguiram comprar o Facebook. Aliás, a primeira oportunidade de comprar o Google foi por US$ 1 milhão, quando a atual empresa mais valiosa do mundo era só uma startup.
Xerox

Se as outras histórias são mais famosas, essa é a mais espetacular. Ela não faliu exatamente, mas vale muito menos do que duas décadas atrás, mesmo sendo uma das companhias que ajudaram a criar várias tecnologias que usamos atualmente – com um dos times mais inovadores de toda a história. E seu nome, que é sinônimo no Brasil de cópia, hoje é muito menos relevante.

O PARC (Palo Alto Research Center) da Xerox tinha objetivo de criar novas tecnologias inovadoras. E conseguiram: computadores, impressão à laser, Ethernet, peer-to-peer, desktop, interfaces gráficas, mouse e muito mais. Steve Jobs só criou a interface gráfica de seus computadores após uma visita ao centro da Xerox, no coração do Vale do Silício. E ele não foi o único a “copiar” uma tecnologia deles com o intuito de lucrar. Muitos outros o fizeram e ganharam bastante dinheiro com as tecnologias desenvolvidas pela Xerox.

Contudo, um player do mercado pouco aproveitou das tecnologias desenvolvidas pela companhia: a própria Xerox. Isso é uma prova de que não adianta ter um time de inovação dentro da sua empresa criando coisas sensacionais. Inovação também é gestão. Não adianta ter os melhores inovadores na companhia se seus gerentes não conseguem implementar essas inovações.
MySpace

A primeira grande rede social dos Estados Unidos, que teve o mesmo destino do Orkut. O MySpace começou a ganhar fôlego e tração baseada na ideia de que as pessoas queriam se conectar com outras ao redor do mundo, dividir fotos e outras mídias. Parecia bacana, mas a plataforma estagnou.

Pouco tempo depois, o Facebook surgiu do nada e tomou o espaço do MySpace facilmente, criando inúmeras novas funcionalidades. O Facebook se tornou muito popular em pouco tempo e roubou todo o espaço que o MySpace tinha. Foi vendido e depois sumiu.
Atari

Outra empresa do Vale do Silício que foi engolida pelos competidores por produzir produtos de qualidade questionáveis (alguém se lembra do jogo do ET?). Não bastou criar um mercado gigante de videogames praticamente sozinha, inovando com o Pong ou com o Atari 2600.

A companhia superaqueceu o mercado de videogames no início da década de 1980 e chegou a ter que enterrar milhares de fitas não vendidas e assumir o prejuízo. Quando o mercado se recuperou, outras empresas mais inovadoras haviam tomado a liderança, como a Nintendo. A Atari até tentou entrar novamente no mercado, mas nunca mais teve sucesso. Faliu, ressuscitou, faliu de novo e atual fase da empresa foi vendida em 2008 apenas para manter a valiosa marca viva.
Blackberry

Mais uma grande empresa que faliu recentemente e que você vai lembrar do que ocorreu. A real inventora do smartphone foi a RIM no começo dos anos 2000. A companhia chegou a ter mais de 50% do mercado de celulares nos Estados Unidos, em 2007. Contudo, naquele mesmo ano, começou a sua derrocada.

O primeiro iPhone foi lançado no dia 29 de junho de 2007. A Blackberry ignorou as tecnologias que o iPhone estava trazendo, como o touch-screen e julgou que a empresa nunca seria capaz de se tornar o standard corporativo por não conseguir lidar com a segurança a nível de e-mail empresarial.

Mas a Apple dominou o mercado de consumidores pessoas-físicas e promoveu o BYOD (Bring Your Own Device, traga seu próprio aparelho) dentro das empresas. Com isso, o mercado foi redefinido e a Blackberry perdeu quase todo seu marketshare. A empresa faliu (o que foi muito bom para o ecossistema de startups de Toronto) e atualmente tenta se redefinir lentamente, com aparelhos que usam o sistema operacional Android.

Contribuiu com este posto: 




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A síndrome de noé


Este ano no Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento – CBTD um dos palestrantes mencionou, de forma muito bem humorada e simples, sobre a nova síndrome do mundo corporativo – A Síndrome de Noé. 

Ela costuma aparecer quando há falta de iniciativa das pessoas em determinadas situações que prontamente costumam dizer: “Noé comigo” procura outra pessoa. 



Esta síndrome costuma contaminar aquelas pessoas que são mestres em “tirar o corpo fora”, que fazem o mínimo esforço e assim como os medíocres, fazem apenas o que foram contratadas para fazer. Vontade de ajudar os outros? ZERO. 

Um exemplo é quando você liga em determinado departamento ou área equivocadamente, e a pessoa do outro lado não tem o mínimo de proatividade para direcionar o assunto. Ou ainda quando você precisa localizar um colaborador e liga em determinado telefone e recebe a clássica resposta: não é aqui, liga no telefone geral. A pessoa não pode abrir o outlook/intranet ou qualquer outro sistema oferecido pela empresa para verificar o bendito telefone? 


Que fique bem claro: O sucesso está reservado para pessoas que ao contrário da “síndrome de noé”, estão prontas para ajudar e resolver qualquer tipo de assunto, mesmo aquelas que fujam de sua alçada. Em alguns casos, poderão até não saber, mas encontrarão alguém que ajude a resolver determinado assunto. Essas pessoas são as que têm a “síndrome do É” e são exatamente esses profissionais que vida começa a recompensar. 

O que precisamos, cada vez mais ter em mente é que quanto mais útil você for no trabalho, mais próximo estará dos seus objetivos de carreira. Quanto mais engajado você for, mais perto estará do sucesso. 

Isso porque o que garante empregabilidade é a capacidade de contribuir com o trabalho da sua equipe e da empresa. É o que costumam chamar de “vestir a camisa”. E quanto menos você se mostrar proativo e prestativo, menor será a sua possibilidade de evolução, na empresa e na vida. 

O mercado está cada vez mais censurando a “Síndrome de noé” e desesperadamente em busca de profissionais com a “síndrome do é”.


E você, de que lado quer estar?

Um abraço, 

Simara Rodrigues 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O que vem por aí....seja bem-vindo 2017


As férias chegaram (me belisca?) e estou dedicando o tempo livre para um dos meus Hobbies preferidos: ler e oxigenar meus conhecimentos. E um tema que me causa verdadeiro frenesi é organização e planejamento. Como boa virginiana adoro ter definido o que farei nos próximos 12 meses, 2 anos, 5 anos..... Adoro começar o ano pensando na próxima viagem, no novo look que iriei adotar, as novas habilidades que irei adquirir, os lugares que irei conhecer......É quase um ritual: pegar meu caderninho de anotações e começar a definir os próximos passos. E nesse momento eu já começo a materializar cada desejo. Não consigo ver muita graça na vida sem sonhar e realizar. Aliás, isso é possível?

Essa semana li no blog vida organizada um post bem interessante sobre o assunto e compartilho com vocês. 

Então que tal aproveitar o final do ano, quando desaceleramos um pouco, e pensar sobre prioridades, metas e execução? 

Como definir prioridades e executar tarefas


Por Thais Godinho

Prioridades devem guiar as suas escolhas, mas quando temos tantas atividades no dia a dia, pode ser difícil decidir o que é mais importante e deve ser feito primeiro. E, para descobrir, você precisa atribuir à tudo na sua vida algum significado. Afinal, por que você está fazendo determinadas coisas?

Por que você está trabalhando nesse emprego atual? Por que você escolheu determinado curso de especialização para fazer? Por que você comprou uma moto em vez de um carro?

David Allen utiliza uma analogia espacial para ajudar quem usa o método GTD:

· 50.000 pés: Vida (longo prazo)

· 40.000 pés: Visão de 3 a 5 anos (médio prazo)

· 30.000 pés: Objetivos atuais a 2 anos (curto prazo)

· 20.000 pés: Áreas de responsabilidade

· 10.000 pés: Projetos em andamento

· No chão: Ações em andamento


Começando de baixo:

No chão: Ações em andamento

Aqui está a sua mais que conhecida lista de tarefas a concluir: todas as ligações que precisa fazer, os e-mails que precisa responder, as pendências na rua, os comunicados que você precisa dar ao seu chefe e os compromissos que precisa cumprir. Se você pudesse parar o mundo agora, você conseguiria resolver todas as suas pendências em cerca de poucas horas.

10.000 pés: Projetos em andamento

Todos nós sempre temos projetos em andamento para resolver. Projeto é toda tarefa que demanda mais de uma etapa. Exemplos: consertar o computador, preparar a noite do Dia dos Namorados (incluindo comprar presente), livrar a casa da tralha, mudar de emprego, mudar de casa, emagrecer 10kg, arrumar o guarda-roupa, pintar a garagem. David Allen diz que uma pessoa comum tem, em média, 60 projetos em andamento na sua vida, e você provavelmente não deve fugir a essa regra.

20.000 pés: Áreas de responsabilidade

Você tem projetos e tarefas em andamento porque é responsável por diversas áreas em sua vida. Você tem determinadas funções em seu emprego, em casa, na faculdade, no grupo de estudos, no time de futebol, no seu círculo de amigos. Uma pessoa tem cerca de 15 áreas de responsabilidade, tais como: saúde, família, trabalho, finanças, espiritualidade, educação etc. Fazer uma revisão dessas responsabilidades pode ajudá-lo(a) a encontrar foco na sua lista de projetos.

30.000 pés: Objetivos atuais a 2 anos (curto prazo)

O que você espera fazer e/ou concluir atualmente ou no máximo em dois anos pode te dar uma dimensão para definir seu trabalho no dia a dia. Muitas vezes ficamos desanimados com a rotina porque nos esquecemos desses objetivos. Lembrar deles pode repor a verve. Ficar de olho nessas metas também nos ajuda a lembrar do que já fizemos e do que falta fazer, guiando as próximas ações e nos ajudando a planejá-las com mais antecedência.

40.000 pés: Visão de 3 a 5 anos (médio prazo)

Saber o que você pretende estar fazendo daqui a cinco anos não é só uma pergunta comum em entrevista de emprego; é um exercício constante de revisão de metas e do que é importante para você. Planos estratégicos para a empresa, o nascimento de um filho, uma viagem mais longa, um mestrado. Todas essas são decisões importantes que podem guiar suas ações ainda hoje.

50.000 pés: Vida (longo prazo)

Esse é o grande cenário – o que você gostaria de dizer que fez quando se der por satisfeito. Envolve seus valores, sua missão de vida. Quem você é? Onde gostaria de chegar? Se estivesse com 100 anos de idade e olhasse para trás, gostaria de ver o quê? Ter feito o quê? Ter sido o quê? Um bom pai, por exemplo? Então traga para o presente: o que você tem feito hoje para contribuir com esse objetivo de vida?

As analogias acima podem parecer arbitrárias, mas elas estão interligadas. Por exemplo: você pode trabalhar em um emprego que não tenha nada a ver com seus objetivos de médio a longo prazo, então talvez seja a hora de mudar. Ou então, você trabalha em algo que aparentemente não tem conexão alguma com os mesmos objetivos, mas você tem um plano. O importante é que tudo o que você faz hoje deve estar ligado aos seus objetivos de longo prazo, pois definirá quem você é.

Estabelecer prioridades nada mais é do que viver uma vida coerente, de acordo com os seus valores e o que acredita ser o certo. E o que isso tem a ver com organização? Tudo! Saber quem você é e para onde vai é a única maneira de ter uma vida organizada.

“TUDO O QUE TEMOS DE DECIDIR É O QUE FAZER COM O TEMPO QUE NOS É DADO.”
– GANDALF, EM O SENHOR DOS ANÉIS, POR J. R. R. TOLKIEN


Fonte:



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Empreste seu lencinho a um assistente executivo com normose.

É simplesmente maravilhoso encontrar e conhecer pessoas que se inquietam com o status quo. Já imaginou que tédio seria a vida se todos fossem conformados, felizes e acomodados? Certamente ainda viveríamos na idade da pedra. 

Por mais texto como este. 

Cora, obrigada por nos presentear com esta reflexão!


Empreste seu lencinho a um assistente executivo com normose.

Por Cora Fernanda

Preste atenção neste artigo e faça uma análise sobre seu comportamento.

Isto não é misticismo, isto é verdade..... Nelson Rodrigues, a vida como ela é!

Estamos aqui para falar, de certa forma sobre zona de conforto. Aprendi este termo, normose, em uma das minhas leituras e fui buscar entendimento do que se refere. Me parece bem peculiar.

Normose significa patologia da normalidade. É a grande praga de nosso tempo porque se revela como hábito nocivo e acaba se tornando a norma do consenso, fazendo com que o indivíduo viva inerte, indiferente, conformado com todos os problemas como se fossem normais.

“É assim mesmo”, “todo mundo faz assim, “Aqui sempre foi deste jeito”, e para mim o mais subversivo de todos: “A vida é assim mesmo!”. Te asseguro: A vida não é assim mesmo, ela é bem assada... (Fica aqui o trocadilho do tempo da Vó Tereza. Quem tem uma Vó Tereza, entenderá).

Quando ficamos insensíveis e incapazes de questionar, nos tornamos aqueles ratos, daquele livro, daquela época, com aqueles queijos.... Nos tornamos reféns de uma nomenclatura muito conhecida como zona de conforto ou para outros, simplesmente, “já sei tudo”.

Os assistentes executivos não se enquadram?

Você não conhece uma secretária assim? Um secretário apaixonado pela profissão, mas, está ali na inércia, já faz um tempo. Aqui não falo de tempo de empresa, pois alguns, com pouco tempo de casa, estão ali estacionados. Não ajudam, não falam, não trocam conhecimento, não questionam seus executivos, não querem saber se o financeiro tem processo, se o jurídico tem protocolo, porque tem protocolo. Porque tem protocolo? Porque tem! Nada estranho.

Vejo que certa parte de nossa “faminha” de “só atender o telefone”, nos foi condecorada por este perfil. Um perfil que está satisfeito, quente e de barriga cheia, logo, dormindo. (Sim, temos uma tendência ao sono se estamos de pancinha cheia e acomodados.). E isto se vê em todas outras profissões: Gerentes, diretores, portadores, recepcionistas, contadores e os maravilhosos, auditores. Me lembro que conheci um diretor financeiro que não saía de sua sala, inclusive, almoçava dentro dela. Mal falava. Mal olhava. Mal sorria. Viver sem sorrir, ou sorrir sem movimentar os 73 músculos da face, é solidão. Não quero e não desejo. Mas, continuando, ele, quando exposto a um problema, não resolvia. Ele falava baixo, sussurrando: “Deixe assim”, “Depois assino”, “Depois despachamos”, “Depois me manda”, “Depois eu faço”.... Nada de metas, nada de objetivos, nada de nada!!! Sempre com este DEPOIS, na ponta da língua. Só para melhorar, pense nesta forma sinônima da palavra depois: Mais abaixo; em lugar secundário ou inferior. Preciso falar algo mais sobre o que acho de quem fala depois?

Isso é um ponto de nossa carreira? Sim ou não?

Votos abertos. Porém, eu ainda tenho uma visão sobre isto: Escutei certa vez que temos que ser insatisfeitos, e sempre em busca de alguma coisa. Não interessa o que, não necessariamente de sua área profissional, mas aprender é algo que nos mantém alertas e com o cérebro a mil. Sem engessá-lo ou deixá-lo atrofiar. Ele é poderoso e deve ser usado, seja em desafios ou para aprimorar o que precisa. Utiliza-lo de forma efetiva e sem pré conceitos com o aprendizado sendo aplicado e multiplicado, compartilhado. Abrir a mind é o melhor conector que você pode ter com o todo e o mundo.

Se inverso disto, você se enquadra no estereótipo, já sei tudo.

Mas se minha empresa não cresce ou não empreende o que eu tenho a ver com isso?
to falando de você tá?!

Empreender significa levantar ou dar inicio. Consta este ícone na sua lista de “quero ser”? Espero que exista e que você não se enquadre no normótico, satisfeito e com sono. Quero que você queira dar inicio a aula de ballet, de gastronomia, enologia. Quero que você queira mudar de bairro, de casa, de cabelo. Que você queira o casamento, o namoro ou o divórcio. Mas que sempre você queira.

Melhor assistente do mundo: Está aí, bem dentro do seu coração, com paixão e amor, que só os assistentes tem, porque fazem o que gosta. Quem não gosta, não aceita nem ser chamada de secretária ou secretário. Isto é quase um afronta a um ser humano, que não sabe servir. O cantor de churrascaria nunca te contará esta história: “Ah, eu estava lá cantando, porque na verdade sempre quis ser engenheiro. Então, comecei a cantar na churrascaria porque tinha dom de voz e violão”. Não, este cara não existe. O cantor de churrascaria se dedica demais, trabalhando como autônomo, e por vezes exausto de ficar noites sem dormir. Sabe por quê? Porque ele quer ser reconhecido e ter sucesso fazendo aquilo que ama.

Chegamos aqui ao que é de fato e de direito: Somos assistentes executivas e insatisfeitas. É assim que devemos nos portar. Não podemos colocar toda nossa energia, perdendo tempo, estagnando e permanecendo inertes ao que está acontecendo no mundo, somente como espectadora e não protagonista (Clichê eu sei, mas apenas pedagógico... neste caso. rs). Não vamos nos deixar compactuar com a máxima, EU JÁ SEI TUDO DARLING...

A última e derradeira característica do normótico: Aquela falta de consciência de sua responsabilidade em relação a estas decisões: Transfere sempre aos outros (o não escolher nada e permanecer inócuo) isentando-se a participação, ou seja, cada um cuida de si e ignoramos as necessidades dos demais. Nisto se traduz a competitividade desmedida: Considero-me superior e por isto, por não olhar o próximo, ainda me julgo em nome de uma supremacia que só existe para mim. Ele, e não o mundo. Eu, eu, eu ,eu... só o “eu”.

Vejo que, de certa forma, ainda temos muito a progredir em nosso patamar de assistente executivo. Mas, faço questão de reforçar que, muitos destes sucessos, deverão vir de nós, em forma de união, solidariedade, compartilhamento, dedicação e empatia. E vou além destas considerações: Em uma empresa, se temos pool, ou mais de um assistente, estes são partes do todo e não, o todo. Aqui, vale a união da classe, e não a desunião dos departamentos. E se você não concorda com isto, trate de olhar novamente seu estado de normose, se você está achando “a vida deste jeito mesmo” ou sua supremacia do eu já sei tudo. Olhe, reformule-se, é tempo de reivindicar novas posturas para todo, e não para você. 

Quero saber aqui e agora: Você chora ou empresta lencinhos? 


Fonte: 


Será que você é medíocre?


O que seria uma pessoa medíocre? Alguns indivíduos costumam pensar que a mediocridade está relacionada à pobreza financeira, quando na verdade tem a ver com a pobreza de atitudes. Entre as maiores habilidades das pessoas medíocres está a capacidade de dedicar o mínimo esforço, ou seja, fazer o “feijão com arroz”. 

Segundo o dicionário:

medíocre

adjetivo de dois gêneros
1. 1.
de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno.

"salário m., condição m."
2. 2.
pej. sem expressão ou originalidade; mediano, pobre, banal, passável.
"texto m."


No ambiente de trabalho temos inúmeros casos de mediocridade. É o caso dos profissionais de Secretariado Executivo que não atendem às expectativas dos gestores pelo fato de entenderem que não são pagos para desempenhar determinadas atividades ou por não possuírem os conhecimentos técnicos e comportamentais necessários e exigidos pela profissão. Quer um exemplo: Digamos que você é contratado para trabalhar de 2ª a 6ª em horário comercial e inesperadamente é necessário que você fique um pouco além do horário no trabalho. A primeira ideia do medíocre é perguntar se irá receber hora extra. Nesse momento talvez alguns pensem: “Mas eu não mereço receber hora extra? Vou trabalhar de graça?”. É claro que não é isso. Você não só merece, como é um direito. 

Mas pense comigo: O que você irá perder se ficar um pouco além do seu horário padrão de trabalho? O happy hour com os amigos? a novela das 19:00? Já pensou que essa seria uma ótima oportunidade para medir o seu grau de comprometimento? 

Meu conselho: Faça mais do que sua função. Não seja uma pessoa-horário, uma pessoa-cargo, seja uma pessoa extraordinária. E o primeiro passo para se tornar uma pessoa extraordinária é começar com pequenas mudanças de comportamento e atitude. 

Segundo o dicionário:

extraordinário

adjetivo
1. 1.
que foge do usual ou do previsto; que não é ordinário; fora do comum.
"acontecimento e."

2. 2.
não regular, fora do estabelecido.
"medidas e., poderes e."


Recentemente fiz a seguinte proposta para o meu filho: “Quer fazer estágio? mas é não remunerado! Será uma ótima oportunidade para você aprender e se conectar com outras pessoas”. Ele aceitou e liguei para um amigo que prontamente atendeu meu pedido. Meu filho, a princípio, trabalhava 3 vezes por semana – 4 horas por dia - de graça, sem qualquer auxílio. Depois de 01 mês e o feedback positivo dos colaboradores da empresa ele começou a trabalhar todos os dias e ser remunerado. Ele poderia não ter aceitado minha proposta e ficado em casa assistindo suas séries e se divertindo com os amigos no Centro Acadêmico da Universidade nas horas vagas, concorda? 

A grande verdade é que para que haja reconhecimento é preciso reciprocidade.  Por isso, supere as expectativas daquilo que esperam de você. É ilusão pensar que um diploma e bater o ponto na hora certa são um diferencial, isso só o fará mais um no meio da multidão. 

O que torna o indivíduo extraordinário é a capacidade de encantar o cliente e sair do senso comum. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues